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Pára-Quedismo
O
pára-quedas foi inventado por Leonardo da Vinci há
mais de 500 anos, em 1495.
O primeiro homem a saltar de uma torre foi Fausto Veranzio em
1617 em Veneza, seguido do primeiro salto real, de um balão
em Paris, no ano de 1797, por Jacques Gamérin. Mais de
um século depois, em 1912, Albert Berry fez o primeiro
salto de um avião e sete anos depois Leslie L. Irvin fez
a primeira queda livre.
O
pára-quedismo foi muito difundido pelo uso militar. É
o meio mais prático quando há a necessidade de colocar
tropas e material em locais distantes e desprovidos de pistas
de pouso.
O pára-quedas, como equipamento de emergência, já
salvou a vida de muitos pilotos que experimentaram problemas com
seus aviões. Desde o simples salto até as modernas
cadeiras que ejetam o piloto para fora da aeronave, é equipamento
obrigatório nas aeronaves militares de combate, nos aviões
de acrobacia e nos planadores.
Aeronaves
esportivas construídas por amadores (não homologadas),
já dispõem de um pára-quedas balístico
que, ao ser comandado, faz descer com segurança, piloto
e aeronave. Originalmente concebido com o "canopi" redondo,
manteve esta característica até recentemente, quando
o formato retangular mostrou-se muito mais apropriado pois, construído
com "células" estanques, abertas no bordo de
ataque (parte frontal) e fechadas no bordo de fuga (parte traseira),
permitem que a pressão do ar dê uma forma aerodinâmica
ao "canopi" criando sustentação e permitindo
o deslocamento, inclusive contra o vento. De um aperfeiçoamento
das qualidades aerodinâmicas dos pára-quedas surgiu
o parapente utilizado no vôo livre, com o qual pode-se percorrer
grandes distâncias e permanecer horas no ar.
O
pára-quedismo como prática esportiva convive com
o profissional desde o começo do século e hoje é
praticado em mais de 60 países em todos os continentes.
Suas primeiras competições, na década de
20, limitaram-se às provas de pousos de precisão.
Atualmente cerca de 30 países, entre eles o Brasil, participam
anualmente de competições disputando provas nas
diversas categorias existentes.
O
Curso AFF é um programa completo para treinar novos pára-quedistas.
Foi trazido ao Brasil pela Azul do Vento em 1982. Durante o curso
o aluno recebe aulas personalizadas e salta acompanhado de instrutores,
porém, cada um com pára-quedas individual. Para
fazer o AFF o aluno necessita fazer antes o Curso Básico
da Azul do Vento. Após realizar o Curso Básico,
o aluno pode se inscrever no curso AFF (fundamentos), que prepara
o candidato a fazer saltos de queda-livre, com pára-quedas
individual. O objetivo do curso é formar pára-quedistas
para a prática do esporte pára-quedismo, fornecendo
conhecimentos teóricos e práticos.
Salto
Duplo
O
salto Duplo, ou Tandem, é a melhor forma de ter uma visão
geral do esporte. Depois de um rápido treinamento (uns
15 minutos) qualquer pessoa, de 6 a 100 anos, estará pronta
para viver as emoções do pára-quedismo.
Este
curto treinamento é suficiente, pois o iniciante salta
sempre preso a um instrutor especialmente habilitado para este
tipo de salto, responsável por todos os procedimentos necessários.
Curso AFF
Os
alunos do AFF fazem uma aula teórica complementar e começam
a saltar com pára-quedas individual.
Embora
o aluno, nessa fase (AFF), já esteja saltando com pára-quedas
individual, ele ainda salta seguro por dois instrutores, que tem
a função de mantê-lo estável na queda-livre,
até a abertura do pára-quedas.
O
aluno faz três saltos com dois instrutores. No terceiro
salto os instrutores soltam o aluno, que vai demonstrar que consegue
ficar equilibrado. Se ficar estável, a partir do quarto
salto, até o sétimo, apenas um instrutor acompanhará
o aluno. No oitavo salto, se o aluno não repetir nenhum
nível (como são chamados os saltos do AFF), ele
estará brevetado e passará a saltar solo.
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