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Escalada
Esporte
de escalada de montanha cujo adversários são os
obstáculos naturais, que muitas vezes são superfícies
íngremes e perigosas oferecendo aos praticantes vários
riscos. Não há regras que enquadrem a ação
do montanhista, cujo maior prêmio é a satisfação
de vencer a natureza e a si próprio, estabelecendo novos
recordes.
O
interesse dos homens em conquistar os Alpes sempre foi muito grande
e, em 1857, um grupo de montanhistas ingleses fundou o Clube Alpino
de Londres. Com a criação do clube, o esporte começa
a se organizar. As técnicas e os equipamentos utilizados
até então nas escaladas tiveram grande desenvolvimento.
Nessa
época as atenções se voltaram quase que exclusivamente
para os Alpes. Nos primeiros anos do século XX as mulheres
começaram a participar mais das expedições
para conquistas de montanhas. Depois da conquista dos Alpes, o
grande objetivo dos montanhistas era escalar o ponto culminante
do globo, o Evereste, que fica no Himalaia, na fronteira Nepal-Tibete,
mas até 1920, os religiosos do Tibete não permitiam
as expedições estrangeiras. No ano seguinte, os
ingleses começaram a conhecer a vertente setentrional e,
em 1922, organizaram sua primeira expedição. Em
1924, uma expedição chegou a menos de 300m do cume,
quando as nuvens se fecharam e eles sumiram, sendo que nunca mais
reapareceram. Os sucessivos fracassos originaram muitas lendas,
como a do "abominável homem das neves".
Também
eram atribuídas ao Evereste lendas sobre forças
naturais que o protegiam da "sede" exploratória
e devastadora do homem. Depois da segunda guerra mundial surgiram
também obstáculos políticos como o controle
da República da China sobre o Tibete.
As
expedições tiveram então que atravessar o
Nepal pela vertente meridional. No dia 29 de maio de 1953, Edmond
P. Hillary (neozelandês) e Tanzing Norgay (o guia, de uma
tribo do Nepal), veterano de 6 expedições ao Evereste
conseguiram chegar ao ponto mais alto do mundo. Passaram 15 minutos
no cume, tiraram fotos e regressaram a base.
Montanhismo
no Brasil: a primeira escalada importante no Brasil foi
a do Dedo de Deus (1600m) na serra do Órgãos, em
Teresópolis. Em 1919, foi fundado o Centro Excursionista
Brasileiro, no Rio de Janeiro. Mas os montanhistas não
encontravam grandes altitudes para serem escaladas no Brasil.
O ponto culminante do país é o Pico da Neblina (3014m),
que situa-se na divisa do Amazonas com a Venezuela. Ele foi identificado
em 1953 por uma expedição organizada pela Venezuela.
Em 1962 a comissão mista Brasil-Venezuela realizou um vôo
e demarcou os limites e, finalmente, a localização
do pico em território brasileiro. Pela sua formação,
não exige escaladas, podendo-se atingir seu cume através
de caminhadas.
Equipamentos:
O
Brasil praticamente não produz material para montanhismo,
salvo os que não precisam de muita tecnologia ou de materiais
especiais. Mas esses outros materiais são facilmente encontrados
em lojas de materiais esportivos dessa categoria. Os principais
materiais são:
*Grampos:
São onde os escaladores realizam suas proteções
na rocha. Medem em torno de 1cm de diâmetro por 10 a 14
de comprimento. Exigem prévia perfuração
da rocha o que se faz por meio de brocas e marretas, ou até
mesmo com a utilização de furadeiras, sendo que
estas são menos usadas pelo seu alto preço. Também
utiliza-se bastante as chapeletas ao invés dos grampos.
*Sapatilha:
Sapatos bem justos que tem sola geralmente de vibram (espécie
de borracha sintética) que dão bastante aderência
junto a rocha. Várias empresas fabricam seu próprio
solado. Existem modelos para cada tipo de pedra e lance.
*Corda:
Mede em média de 10 a 12mm de diâmetro por 50 m de
comprimento. São feitas normalmente de perlon, possuem
grande elasticidade para absorver parte do impacto quando de uma
queda do escalador.
*Oito:
Usado para o rapel (a descida) ou para fornecer segurança.
Fabricado em duralumínio tem a forma de um 8. Atualmente
tem-se utilizado com mais freqüência o ATC, que tem
a mesma finalidade do oito.
*Mosquetão:
Peça de duralumínio com uma trava dotada de mola
que fecha-se automaticamente. O com rosca é mais utilizado
no rapel e o sem nas costuras (que é quando o escalador
passa o mosquetão no grampo em conjunto com uma fita que
serve para ligá-lo ao grampo ou a outro mosquetão).
*Cadeirinha:
Fica na cintura do escalador com outras duas fitas que vão
para a perna, é na cadeirinha que acontece o encordamento,
podendo ou não utilizar-se de um mosquetão.
*Pó
de magnésio:
Usado para deixar as mãos do esportista sempre secas, já
que durante a escalada as mãos suam bastante.
Técnicas
de escalada:
As escaladas se classificam em graus de dificuldade que vão
geralmente de 4º a 11º, sendo divididas desde o 5º
em a, b e c. Podem ser naturais ou artificiais. Na escalada natural,
o escalador dispõe unicamente dos seus próprios
recursos e dos apoios naturais que lhe oferecem as diversas formações
rochosas.
A escalada artificial ocorre quando a escalada por meios normais
se torna impraticável, usando então o montanhista
de artifícios, que variam de acordo com as características
de cada lance. É quando ele emprega pitons (espécie
de grampo que pode ser retirado depois que o montanhista já
passou o lance), estribos, equipamentos móveis e vários
outros materiais.
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